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O poder da palavra

| BEM ESTAR

Há bem pouco tempo, o pesquisador japonês Masaru Emoto, surpreendeu o mundo:
ele e sua equipe visitaram praticamente todos os cantos do globo coletando água.
Rios, lagos, poças de chuva, flocos de neve, lágrimas (quem sabe!), valia qualquer
manifestação da água em nosso planeta. Depois, usando a mais alta tecnologia, as
amostras foram submetidas à vibração de sons de palavras faladas, escritas, preces,
músicas, etc.

E, para espanto geral, o que aconteceu pôde ser devidamente documentado. A cada
palavra, as moléculas da água esculpiam desenhos diferentes. Belas imagens nas
palavras “amor”, “obrigado”, “felicidade” e imagens dispersas e confusas quando o
que se ouvia era “guerra”, “ódio”, “rancor”. O que mais surpreende nesta descoberta
não é a infinita capacidade de beleza das imagens, mas a certeza concreta de que a
estrutura molecular da água se transforma de acordo com o ambiente. O que, se
levarmos em conta o fato de que 60% do corpo humano é composto de água, nos faz
repensar a própria condição e como usamos as palavras.

Sim, é possível mudar o ambiente à nossa volta e a nós mesmos, usando palavras!
Talvez, nem fosse preciso uma tese científica para provar isso, bastando simples
observações cotidianas. O “bom dia” na porta do elevador já tem o poder de acabar
com o constrangimento que é dividir um espaço mínimo com estranhos por alguns
segundos intermináveis. “Obrigado“, “com licença“ e “por favor“ – o trio que a avó
sabiamente chamava de palavras mágicas, são muito mais do que convenções de
educação, são um claro sinal de respeito e – por que não? – de delicadeza, e elas
mudam tudo ao nosso redor.

O “eu te amo”, dito em voz alta ou baixa, acende um calor novo no peito. Passar em
frente a um centro de ioga e, mesmo não sendo praticante, ler “Namaste”, que, para
os indianos significa “o Deus que mora em mim saúda o Deus que mora em você”,
provoca uma paz quase que imediata e, até mesmo, um sorriso fraterno. Sim, é
possível mudar o ambiente à nossa volta e a nós mesmos usando palavras.

Agora, imagine o que pode significar um dia inteiro sem falar em raiva, sem lembrar de
discussões antigas, sem se dar ao trabalho de escutar uma reclamação que não tem o
menor sentido? Alma leve, para dizer o mínimo. Claro que não é fácil, vivemos no
mundo real, cheio de fatos negativos, más notícias, barulhos e tristezas, mas não custa
tentar. Baixe o tom de voz naquela reunião tensa, coloque boa música em seus
ouvidos e procure ser gentil sempre que possível, “gentileza gera gentileza“, já dizia o
profeta carioca.

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