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Da crise nasce a consciência – trecho de “O Caminho da transformação para a cura”, de Dr. Jou Eel Jia

| TERAPIAS

Se por um lado o sistema de lucro promoveu o crescimento e o desenvolvimento, por outro provocou uma forte sensação de ameaça e descontentamento nas pessoas. Quem se sente ameaçado tende a se tornar agressivo, intolerante. Sente insegurança, vulnerabilidade, carência. São sentimentos que refletem a escassez e pobreza do espírito. Sentimos que a abundância conquistada está sob ameaça.

Desmatamos muitas florestas e vamos criando desertos, realizamos a pesca predatória e começam a faltar peixes, começamos a sentir a escassez de coisas fundamentais, como a água, e a concentração de renda se acentua cada vez mais nas mãos de poucos.

Isso tudo aflige as pessoas e traz impactos à saúde. Temos, assim, um campo fértil para o despertar da consciência, pois cada vez que sentimos essa aflição ou quando a nossa saúde é afetada, tendemos a dar um mergulho dentro de nós mesmos e refletir.

Mas, se é verdade que o comportamento racionalista e cartesiano da ciência foi em grande parte o responsável por essa crise e impasse, essa mesma ciência ocidental já começa a se transformar e, à sua maneira, contribuir para o desenvolvimento da consciência como uma prioridade.

No século XX, nomes como Albert Einstein, Max Planck, Niels Bohr, Werner Heisenberg, David Bohm, Rupert Sheldrake e muitos outros contribuíram para abrir as portas da ciência a abordagens mais holísticas. Os estudos que surgiram a partir do desenvolvimento da mecânica quântica derrubaram os velhos parâmetros da física clássica e deram novos rumos à ciência e ao entendimento do mundo e do ser humano.

 

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