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A mente também causa doenças – trecho de “O caminho da transformação para a cura”, por Dr. Jou Eel Jia

| BEM ESTAR

Existem doenças causadas pela mente que são produto de uma equação simples: são alterações anatômicas, como hipertensão arterial, diabetes, enxaqueca, gastrite, câncer de mama, problemas hormonais, etc., causadas por desequilíbrios emocionais.

 

Esses males podem também ter natureza iatrogênica*, mas podem ser provocados por desequilíbrios fisiológicos ou posturais. Podemos citar, por exemplo, alguém que é diagnosticado com uma protrusão discal, aparentemente um problema apenas mecânico, provocado pela má postura ou pelo hábito de não se sentar de maneira correta. Mas de onde vem a má postura? Vem da alteração de consciência da pessoa, de sua mente. Se ela está estressada, vive com a musculatura contraída, senta-se de maneira incorreta, passa muito tempo diante do computador, tem uma posição viciosa, contratura muscular; esse conjunto de fatores altera a postura e ela desenvolve uma protrusão. Quando o disco é pressionado, a contratura se agrava e surge um quadro inflamatório.

 

Essa é uma doença causada por fatores internos e é importante seguir as evidências de sua origem, fazer uma espécie de diagnóstico emocional para identificar o desequilíbrio e curar a doença em seus primeiros estágios.

 

Esse raciocínio pode ser aplicado em quase todos os tipos de doenças, até mesmo para um infarto do miocárdio. Por que o sujeito infartou? Talvez tenha sido por causa da ruptura de um vaso ou por uma isquemia (fluxo sanguíneo insuficiente). Um vaso rompeu-se devido a uma alteração fisiológica. Mas de que maneira? Um excesso de colesterol depositou-se nas veias, o vaso engrossou e, sob uma situação de pressão e tensão, rompeu-se (derrame vermelho).

 

O resultado é o infarto, que pode também ter outras razões, por exemplo, uma alteração fisiológica ocasionada pela anemia ou por outras doenças que fazem o vaso se estreitar, o que também pode ser a causa. Mas qual foi o motivo dessa alteração fisiológica? O excesso de colesterol indica que a pessoa não se alimentou bem, comeu muita gordura, frituras e alimentos industrializados. Por outro lado, há pessoas que se alimentam do mesmo modo e não desenvolvem a alteração, o que mostra que a variável genética também deve ser levada em consideração. Em todos esses casos, o que interessa é investigar os motivos que ocasionaram a alteração fisiológica.

 

O mesmo vale para o AVC (acidente vascular cerebral), isquemia, derrame branco ou isquêmico, um derrame vermelho. O que controla a fisiologia é a mente, ou seja, a interação entre a mente e o cérebro. Uma mente perturbada leva a uma alteração no cérebro; se a menta está agitada, estressada, o cérebro libera, por meio da glândula suprarrenal, o cortisol, hormônio diretamente envolvido na resposta ao estresse. Ele altera a permeabilidade da parede dos vasos e abre caminho para sedimentar ali colesterol e triglicérides, formando placas de ateroma, o que acaba engrossando o vaso. Mais cedo ou mais tarde, a pessoa pode ter um derrame, quando se rompe o vaso, desenvolver arteriosclerose cerebral ou alteração de glicemia, quando a parede do vaso fica mais fraca e uma maior oscilação de esforço pode levar a um quadro isquêmico. Em qualquer um desses casos, o importante é pesquisar sempre a origem das alterações fisiológicas e das doenças do corpo físico que sempre nos levam às suas origens emocionais.

 

*Refere-se a um estado de doença, efeitos ou complicações causadas por, ou resultantes do tratamento médico.

 

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